segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Pinheirinho, demonstração de humanidade?

Fica uma pergunta que não quer calar. Como exigir das empresas ética nas remoções, respeito humano e ambiental se os governos agem com a desumanidade que assistimos no Pinheirinho em São José dos Campos??

É possível que nesse momento do mundo ainda possamos assistir a esse teatro medieval? Que seres humanos somos nós? Fico espantada com acontecimentos como esse, que fazem com que tudo pareça sem sentido. Vejam o que é retirar pessoas das suas casas, brutalmente, provocar mortes, com crianças envolvidas?

Que seres humanos são esses que estão atrás desses atos? As vozes do mundo estão gritando e a mídia só fala timidamente do acontecido. Não é ela que diz que denuncia? Cadê a mídia que acusa imediatamente a empresa no Rio de Janeiro, a que mais perdeu empregados na última quarta feira, quando já aprendemos que em todos os acidentes normalmente não existe uma causa, mas um somatório de causas? O acidente do Rio de Janeiro foi rápido nas denúncias que se repetiram e repetiram, enquanto o desastre, que tem culpados evidentes em São José dos Campos, foi rapidamente esquecido!

Justiça social. Continua em falta no Brasil. Continuamos fingindo que somos um país fraterno. Continuamos fingindo responsabilidade social e ambiental. E vamos receber a Rio + 20.

Mas a internet não para. A denúncia em todo mundo está atuando e destruindo as grandes oportunidades que teríamos nesse momento brasileiro. Senhores, está na hora de assumirem que o mundo não e mais o mesmo! Agora, o mundo fala!

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Boomerang de Dezembro

O poeta norte-americano Robert Creeley escreveu certa vez: “Sinto que quando as pessoas lêem meus poemas com mais simpatia, lêem comigo, assim como eu escrevo com elas. Desta forma, a comunicação é ‘sentimento compartilhado com outro’, e não ‘processo didático de informação’.”
(retirado do Prosa e Verso, caderno do jornal O Globo. Artigo de Carlito Azevedo sobre poemas de Wislawa Szymborska).

Fim de mais um ano. Como sempre hora de reflexão e balanço. Hora de pensar se estamos usando esse tempo de forma útil para nós e para o mundo. Não estou cheia de entusiasmo esse ano. Os aprendizados foram muitos, mas tudo que precisa ser transformado segue tão lentamente que o exercício da esperança fica dificultado. Temos inúmeras razões para comemorar um Brasil melhor economicamente, um Rio de Janeiro cheio de fatos novos, que apontam para novas possibilidades. Temos a Rio + 20, a Copa e as Olimpíadas. Temos inúmeros projetos pela frente. Mas todas essas oportunidades poderão deixar de ser aproveitadas pela incapacidade que temos de pensar sistemicamente. Minha preocupação central são as pessoas. Por isso trabalho com comunicação.

Recebo muitos e-mails de amigos, profissionais que assistem às minhas palestras identificando que o mundo corporativo andou para tendências que eu identificava há 20 anos. Isso não me envaidece, ao contrário mostra quanto tempo a consciência leva para chegar a construir uma massa crítica que pode efetivamente transformar a realidade. Eu e muitos outros identificávamos tendências como a necessidade da comunicação interna, a responsabilidade social empresarial entre muitas outras idéias que iriam ao longo desses anos conquistando espaço na nossa sociedade. Os jovens estão nas ruas, os profissionais de várias áreas estão aí insatisfeitos; que, claro, é o primeiro sentimento que pode levar às mudanças. No entanto ainda são iniciativas confusas e sofrem um impedimento constante daqueles que querem manter tudo como está, ou pior, avançar em modos de produção e de vida que já estão condenados.
Fico com as manifestações importantes das pequenas e persistentes mudanças. Foco nas transformações dentro das organizações. Elas têm um potencial essencial para construir o novo mundo. Temos novas lideranças espalhadas por várias organizações, mas poucas conscientes que se não transformarmos as pessoas pouco adianta interferir nas missões, visões ou falar nas entrevistas. Precisamos de líderes nas empresas e organizações que percebam e invistam com freqüência na educação de suas equipes para um novo tempo. Perseverança parece não conseguir se estabelecer nesse nosso mundo, e cismamos em acreditar que tempo não existe.
Muitos projetos começam, conquistam colaboradores, mas param. Aliás, uma das doenças atuais das organizações é a síndrome da entrega. Fiz, entreguei, construí o processo, o manual, o newsletter, ou seja, lá o que for, e pronto. Não existe ¨pronto¨ nos dias de hoje. A mudança de cultura esperada não se realiza rapidamente. Há uma absoluta necessidade de freqüência para que a transformação se operem. Cidadania não se conquista sem muito esforço, e estamos falando de cidadania dentro das empresas que precisam sair do estágio trabalho para o patamar serviço. Caso seja possível conseguir isso, trabalhar vai deixar de ser chato, perigoso, ou o que é pior doloroso.

Temos que investir em ambientes de trabalho realizadores. Temos que ter colaboradores conscientes e não meros fiscais no papel de líder. Precisamos compreender que somos gestores de vidas, de pessoas que podem ser felizes, dentro da empresa ou nas comunidades onde vivem. Profissionais que querem bônus não só financeiros, mas bônus para suas velhices orgulhosas de ter aproveitado a vida na sua totalidade. Com ética, percebendo o holístico, controlando suas vaidades, a competição; descobrindo a parceria; sendo capazes de construir coletivamente; aproveitando as metodologias que surgiram para fazer de suas aulas e reuniões a possibilidade de encontros vivos e realizadores.
Executivos odeiam reuniões. Até os que estão fazendo. Porque não mudar? Porque reclamar e esperar que o chefe acima mude, ou que apareça a fadinha da transformação? Porque não podemos ser protagonistas, em qualquer nível hierárquico onde estamos? Porque temos medo. Alguns tentam, a maioria, em algum momento, mas acabam aposentam suas pessoas muito antes da hora de se aposentar. Carregam suas vidas profissionais para poder ter alguns poderes de consumo para sua família ou para seu próprio ego. Assim vamos seguindo numa procissão de profissionais insatisfeitos, ou pior se enganando. Basta uma mínima oportunidade para falar com alguém confiável e o que aparece são rosários de dores. Potências perdidas. Perdas significativas para os negócios que ainda não conseguiram inventar indicadores seguros sobre os prejuízos da desmotivação e descompromisso no trabalho.

Eu acredito na comunicação e não na informação. Precisamos conseguir que profissionais de comunicação aproveitem, toda e qualquer oportunidade, para conquistar as pessoas, os profissionais como construtores conscientes do novo mundo. Somos nós que temos que construí-lo, ele não chegará por qualquer passe de mágica. É o líder que além da porta aberta, mudará sua face de porta, que vai conseguir ouvir, vai conseguir parar de correr para qualquer lado, a qualquer hora, sem se dar conta do tempo. É o colaborador, que de forma ativa vai falar, porque terá oportunidade de fazê-lo. Construções coletivas. Precisamos a cada momento oferecer chances de protagonismo.
Nesse sentido o trabalho desse ano foi muito gratificante. Confirmamos que juntos, debaixo de uma mesma marca, somos capazes de encontrar os novos desafios (esse é o primeiro passo) para depois encontrar soluções novas. Cansei de manuais, tabelas de Excel, processos engessados, onde todos reclamam de apenas gastar tempo preenchendo tabelas. Somos complexos, se não tocarmos nos processos afetivos, mesmo preenchendo tudo certinho, a transformação não acontecerá. Um líder me disse uma vez: "quando as coisas estão mal a gente inventa um processo..." Já pensou nisso? Caso eu não entenda racionalmente as razões, eu não descubra um motivo que me envolva para realizar algo, eu posso até fazer, mas não vou me comprometer.
O remédio para que as empresas ganhem eficiência é a comunicação que educa. Um colaborador protagonista, ainda mais considerando a potência que as tecnologias nos oferecem. Temos que vencer o medo. Preferimos mentir, não ouvir e cobramos ética em outro lugar. Deixar falar foi sempre motivo de medo. Afinal de algum lugar saiu: “Manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Só que quem obedece hoje dentro da empresa, tem poder para desobedecer em algum lugar. Até o consumidor (que eu acho que não existe mais) não obedece, ou se conforma e tem feito muitas empresas investirem no novo.

Na segunda década do ano 2000, parece que está na hora de termos mais coragem. Temos tanta tecnologia, ela nos trás tantos novos conhecimentos, não seria óbvio nos permitir arriscar? Permitir novas formas de atuar?
Podemos fazer diferente. Podemos fazer mais.

domingo, 13 de novembro de 2011

Precisamos reconhecer a mudança!

Temos de fato muitos problemas! Mas tenho prazer em reconhecer até as pequenas mudanças...sem ter a ilusão que tudo mudou!

Quando vejo o não reconhecimento dos pequenos sinais de mudança, lembro sempre de Ken Wilber. Ele fala dos níveis de consciência da civilização humana e de como tudo segue num processo lento e difícil até chegarmos à visão integral.

Lembro também do Betinho, que quando eu me desesperava nas baixas da Ação da Cidadania, por exemplo quando a Globo não veiculou o filme sobre a terra, com Eva Vilma, inédito até hoje, e ele falava: "Até aqui fomos, agora chegamos no limite da consciência possível da maioria da sociedade!" Conseguimos com a campanha que a fome se tornasse um fato, não há dúvida que ela influenciou políticas públicas que hoje não resolveram, mas diminuiram a fome no país. Falar sobre a posse da terra ainda não era possível.

O político não mudou, mas vai mudando, a polícia não mudou, mas vai mudando, o jornalista não mudou, continua um instrumento mais de propaganda do que de conhecimento e reflexão, mas vai mudando...Assim percebemos que tudo está em movimento.

Eu não tenho de forma alguma o preconceito em comemorar as pequenas mudanças. Já aprendi que a transfromação é lenta e como observadora da realidade percebo os pequenos passos que temos dado. Na ocupação da Rocinha percebo sinais de maior transparência. No Borel, por exemplo, a "limpeza" do BOPE, antes da entrada da UPP, não foi anunciada...( as mulheres da comunidade contaram barbaridades, que espero não ocorram agora na Rocinha e Vidigal).

A polícia, pouco a pouco, também vai mudando. Nosso governador na entrevista conseguiu compartilhar e não respondeu perguntas técnicas, dando a quem entendia do assunto o direito de resposta. Para minha absoluta supresa se declarou GESTOR DE PESSOAS. Isso é tão novo no setor público quanto será para a população da Rocinha viver daqui para adiante.

Não será fácil, todas as doenças continuam ali, policiais corruptos, líderes negativos, gerações criadas sem educação e na violência, mas não acredito em mágica...acredito no trabalho duro, em planejamento, estratégias e numa atuação sistêmica.

Há indícios de avanços. Alguns olham sempre para o negativo, eu tenho a mania de perceber o positivo nascendo e acreditar nas pequenas mudanças, para poder seguir. Transformação... falar é uma coisa, fazer é outra. Quem faz sabe o quanto é difícil avançar com as enormes mazelas que criamos até nas formas de pensarmos. O importante é fazer e ir aprendendo todo dia.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Colômbia? Hoje é aqui!

Achoque há uns 3 ou 4 anos atrás, num Congresso do GIFE em Curitiba, eu e Bernardo Toro nos encontramos num bar. Fumávamos. Felizes. Conversamos sobre o trem, que uniria a América Latina! Alguém lá de baixo poderia namorar um brasileiropq o trem uniria todos os jovens...saí dali pensando o quanto desejei isso por toda minha vida...que a América Latina se olhasse e vivencisse sua territoriedade...Pois é ...não precisamos nem conquistar o trem, Shakira, no Rock in Rio trouxe a Colômbia, a Espanha mostrando que o local é global! Está aqui e agora o futuro! E como quase empre a cultura uni as almas! Sonho de Bernardo feito um trem de música! Som de almas!

sábado, 24 de setembro de 2011

Publicitária

Sou publicitária? Sim, sou. Muitos publicitários me olham como inimiga da publicidade. Desconhecem o meu prazer de criar, de seduzir, de encontrar a forma correta, a palavra certa, o conceito exato que faz uma marca existir. Desconhecem o quanto agradeço por ter aprendido a falar o essencial em trinta segundos. Não valorizam o planejamento na publicidade. Valorizam apenas a criação sem compreender o extenso e exaustivo trabalho de pesquisa, diagnóstico e planejamento. Esquecem que estratégia é escolha, é encontrar o público foco. Esquecem que descobri-lo é compreender as percepções, as pessoas. Sem perceber o que, o para quem, o por quê, as grandes sacadas criativas dão mais trabalho e são mais arriscadas. Sou da criação ou do planejamento? Sou da pesquisa? Isso tudo fica muito velho para quem percebe e tenta viver a visão sistêmica. Ela chegou de surpresa para mim no final dos anos 80. E tudo mudou.

Além da escolha e da estratégia, o que há mais de vinte anos me influencia tem sido a escolha ética do caminho a seguir. O fascínio do caminho criativo me impactou durante anos sem que eu tivesse consciência do meu compromisso ético, embora sentisse comichões e não dormisse bem as minhas noites. No final dos anos 80 minha consciência disciplinou minha criatividade. Deixei de ser criativa? Meus planejamentos perderam a força? Não. A participação nas campanhas “Ação da Cidadania e Onde você guarda o seu racismo?, a criação do Natal Sem Fome, além de trabalhos para todas as marcas de produtos e causas a partir de então, não deixam essa impressão.

Não há dúvida de que amo planejar e a criatividade é o ar que eu respiro. Para desespero de muitos colegas, respiro a criatividade como escolha ética, de valor, da vontade intrínseca de colaborar para um mundo mais justo, mais sistêmico, que busca construir uma nova economia, que não isola o ambiente e as pessoas dos tais “resultados”. Eu falava no deserto, mas a cada dia ficava mais claro que os verdadeiros “resultados” são ambientais, sociais (onde possamos tirar da Idade Média milhões de pessoas) e ao mesmo tempo vai passo a passo construindo uma economia verde e inclusiva. Estamos dando passos para uma nova civilização.

Vamos perder o nosso trabalho se a sociedade escolher de forma mais consciente o que consome? Ficaremos sem emprego? Esse é um pensamento medroso e despreparado para o essencial da vida: o movimento. Em todas as civilizações as profissões, a economia, os paradigmas mudaram. Empregos desapareceram e outros surgiram. Empresas que produziam produtos que as pessoas começaram a não consumir mais desapareceram. Outras chegaram e descobriram os novos desejos, criaram novos produtos e se desenvolveram. Por que temer a mudança se tudo morre e nasce com enorme rapidez? A grande pergunta neste momento da história é: existe coisa mais importante na vida do que o que tem vida? Será que essa sociedade da competição, do ganhar, do consumir já não consegue nos escancarar que nossa espécie está ameaçada? Aí estão todas as causas que fazem parte da minha causa: a vida. Passamos por cima dela com os velhos paradigmas. Acredito profundamente na capacidade que a comunicação tem de transformar consciências. Minha geração levou a sociedade a consumir milhares de “produtos”, aliás transformamos tudo em produto.

A equidade de gênero, as pessoas com necessidades especiais, a consciência da fome, do racismo que dorme dentro de nós, a liberdade de escolha sexual, tudo isso já foi um absurdo há poucas décadas. Avançamos? Muito. A humanidade caminha para novos estágios. Como está sendo difícil para publicitários perceberem que a comunicação tem um poder incrível de transformar, de criar marcas e de construir e que é exatamente por isso que nosso trabalho hoje consiste em criar as marcas da nova civilização. Arriscaria dizer que já estamos criando. Alguns empresas exigem isso porque desejam sobreviver a esse tempo. Estamos inventando nosso futuro. A Terra, esse ser vivo, se expressa todos os dias. Se não mudarmos o nosso modelo de viver corremos sério risco.

Sou uma publicitária comprometida com os novos tempos. Não há como ter uma profissão sem antes escolher onde você quer chegar. Onde, apesar de todo modelo econômico atual, você pode simplesmente ser. Uma publicitária que entendeu, há muito tempo, que a publicidade é só um pedaço das imensas possibilidades da comunicação. A sociedade se tornou dona da comunicação e ganhou liberdade para dizer o que pensa. Filma. Escreve. Cria seus próprios veículos de comunicação. Escolhe o quer e não quer mais na sua vida.

Atraso é querer desesperadamente manter as coisas como estão. Como diz Alvin Toffler: mudar ou ser refém da mudança.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Viva Maria!

Hoje dia 14 de setembro, o programa Viva Maria, da Rádio Nacional completa 30 anos no ar. A data está sendo celebrada com o lançamento do selo personalizado e carimbo comemorativo sobre o Dia Latino-Americano da Imagem da Mulher nos Meios de Comunicação. A Empresa Brasil de Comunicação – EBC, a ONU Mulheres e os Correios, realizou um painel sobre o tema, no Espaço Cultural da EBC e eu deveria ter estado lá... O rio amanheceu chorando muito, tudo nublado e o meu avião não sairia a tempo. Minha idéia foi falar com a Mara e o Bráulio para ver se eu não poderia entrar numa gravação. Bráulio lembrou do skipe e voltando para casa em pouco tempo colocamos tudo pronto para que “eu entrasse no ar” num auditório com 120 pessoas. Do Rio para Brasília. Não consegui mostrar meus slides, mas consegui falar o que achava muito importante ser falado: que o programa Viva Maria, através da voz da Mara Régia, de sua alegria, informalidade consegue conversar com mulheres de segunda a sexta-feira, em diferentes horários, pela Rádio Nacional da Amazônia, Rádio Nacional de Brasília, Rádio Nacional do Rio de Janeiro e Rádio Nacional do Alto Solimões e também está disponível para download gratuito na página da Radioagência Nacional. Com formato de reportagens e entrevistas (eu nesses anos já dei muitas) ela destaca a participação das ouvintes. É ali que muitas mulheres, sem acesso a informação, podem acompanhar as políticas públicas voltadas as mulheres, aprendem saúde sexual e reprodutiva feminina, conversam sobre a violência doméstica, a comunicação que explora a imagem da mulher. Fazendo uma pesquisa para a Secretaria das Mulheres com as mulheres do campo e da floresta descobrir a importância desse programa. A mulher fora dos centros urbanos não tem qualquer suporte, ou alguém sobre conversar sobre seus problemas de ser mulher. Caso sofra uma violência doméstica com quem falar? Com o padre, o delegado? Ela sofre numa imensa solidão... Lá não temos ainda nem delegacia das mulheres. Aí entra o Viva Maria que vai com ela para o rio, lavar roupa. A Mara está lá como uma voz amiga. São 30 anos gente, e a Mara que ganhou o prêmio da revista Cláudia ainda merece muitos prêmios! Acabei minha palestra virtual desejando que Mara com 90 anos ainda continue a levar oxigênio a mulheres que não tem atendimento à saúde, não tem delegacia de mulheres, não tem blog e não tem face book. Conheçam mais, vale à pena. Acabo o dia feliz também porque produzi menos CO2.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

CONAR E INSTITUTO ALANA

Ou deveria ter escrito no título: O CONAR e sua responsabilidade na educação? Ou ainda deveria me perguntar, até quando os publicitários vão insistir em não perceber que a sociedade brasileira está em profunda transformação? Ou ainda me perguntar quanto vamos perder de talentos brilhante da comunicação que poderiam estar construindo o novo mundo cada dia mais desejado? As empresas estão mudando mais rápido do que os profissionais de propaganda? Estamos protegendo o quê? A falta de delicadeza e conversa encontrada num relato votado por unanimidade no CONAR nos indica o quê? A propaganda não percebeu a autonomia que a tecnologia conferiu a todos nós? Não há mais formas de controle. Os tempos são outros. todos somos jornalistas e publicitários. Fotógrafos e cineastas. Continuará a admiração pelos profissionais dessas áreas. Ninguém deixou de ir ao cinema ou de gostar de propaganda, mas todos podem falar e se manifestar usando todos os recursos. Repito são outros tempos. Cegueira e miopia já custaram muito caro! Entrem no blog do Instituto Alana e também do CONAR. Acompanhem as manifestações espontâneas de pais, mães, publicitários, jornalistas, formadores de opinião. Procurem se lembrar de como é difícil, ou foi difícil em algum momento negar um brinquedo para seu filho, ou tentar explicar a ele que a promoção nào vale. Converse com você sobre o perigo da propaganda que não respeita. Vamos ser publicitários do nosso tempo. Vamos construir empresas para os novos tempos.